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Sobre Bactéria

Auto-Retrato AllType

Pode soar estranho,
mas o nome dele é Bactéria

Por Vaneza Melo

 

Nos idos dos anos 80, o magrelo guri de Salvador, resolveu adotar o skate como vibração pulsante para percorrer a capital da Bahia sobre quatro pequeninas rodas. Foi aí, bem aí, que o então soteropolitano dos Barris encontrou sua turma. De cara, a galera (feras radicais do asfalto) procurou incessantemente por um nome, uma identidade, uma legenda de protesto, um texto impactante, uma revelação, um… um… uma palavra!
A dificuldade foi muita até que um paulista resolvesse essa equação.

BACTÉRIA!

Simples, objetivo (com jeitão de adjetivo), profundo, enigmático e muito popular. A aprovação foi uníssona e Bactéria sobreviveu a todas manobras radicais como boneless, rockslides e tantas outras que rolaram por aí.


Diversas formações

Sou artista visual e design gráfico formado pela primeira turma do Bacharelado de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia — UFRB. Nasci na década de 70 no bairro de Nazaré, em Salvador – Bahia, e tive sorte de viver minha adolescência nos estranhos anos oitenta. Abertura do regime militar no Brasil, Ronald Reagan e guerra fria, Punk, New Wave e Axé Music. Naquela época, Salvador era uma cidade com uma evidente diversidade cultural, que ia da cultura popular a cultura underground. Raul Seixas estava vivo. Grupos de punks se reunião na Biblioteca Central na Rua General Labatut, nos Barris. Surgia a arte de rua na cidade com artistas como Faustino e Mutante. A cena dos esportes radicais também crescia como alternativa para o lazer e prática esportiva.

Minha aproximação com a arte começa cedo. Não apenas pelo intuito artístico que toda criança tem, mas também através da escola, ainda no estudo fundamental e ginasial no Centro Educacional Sophia Costa Pinto, em disciplinas como desenho técnico e artístico, geometria e matemática, além dos estudos sociais e história. Ao completar o ensino ginasial, já tinha me dado conta que o conhecimento adquirido naquele período me levariam a ser um artista visual.

Nessa época também tive contato com o mundo dos quadrinhos, o que aumentou o meu interesse por desenho e pintura.
Comecei a praticar skate sonhando em ser surfista e acabei adotando o skate não apenas como esporte, mas também como um estilo de vida. Através do skate passei a ser conhecido como Bactéria, nome que adotei como uma marca registrada na cidade com o slogan:
Diga não aos antibióticos.

Técnica e reprodutibilidade

Logo no início da década de 80, tive a oportunidade de ter acesso a algumas informações que seriam fundamentais na construção da minha carreira profissional. Inicialmente pelo contato precoce com as linguagens de programação de computadores e com técnicas de reprodutibilidade, como o stencil e a serigrafia. Os conhecimentos que adquiri nesse período, que a princípio pareciam tão desconectados, mais tarde se alinhariam para formar a base de toda a minha produção, tanto na área da direção de arte e design quanto em minha produção artística.

TK82c

O TK82c foi lançado no início dos anos 1980 e rodava linguagem BASIC.

Meu primeiro contato com computadores foi através de um TK82c da Microdigital do Brasil, que era um clone do ZX81 da Sinclair Research e que foi lançado no Brasil no ano de 1982. O “c” no seu nome indicava “Científico”, pois era capaz de realizar operações em ponto flutuante, ou seja, cálculos matemáticos com decimais. Com esse computador que tinha apenas 8 Kbytes de memória (expansíveis para 16k) e que utilizava fitas K7 para armazenamento eu aprendi programação BASIC e realizei pequenas animações e desenvolvi pequenos programas para me auxiliar nos exercícios da escola.

Essa experiência precoce com códigos de programação foi fundamental para que me naturaliza-se muito cedo no novo mundo digital que já se estabelecia naquela época. Noções básicas da informática como bit, byte, Kbyte, binário, hexadecimal, RAM, ROM, variável, função, string, fluxograma, formaram um léxico que passei a utilizar no meu dia-a-dia. A compreensão desses fundamentos posteriormente me facilitaria no aprendizado de diversas aplicações da informática, do DeskTop Publish, que passei a utilizar nas artes gráficas, ao aprendizado de linguagens de programação mais avançadas.

A primeira conexão

Yeah_02

Revista Yeah!
nº 1 / Jan 1986

Quando comprei minha primeira revista de skate em uma banca de revistas em Salvador, tive acesso a um mundo totalmente novo, a um novo estilo de vida. Era o ano de 1986 e a revista foi a Yeah! número 1. Era a segunda revista de skate que surgiu no país na década de 1980. A primeira foi a Overall, lançada no Sudeste do país um ano antes. No entanto, foi a revista Yeah!, na época, que conseguiu chegar a estados de fora do eixo Rio/SP. A edição tinha uma estética skate punk que na época começava a marcar a sua influência no design gráfico, que surgiu nas publicações especializadas de skate, surf e outros esportes radicais e que hoje fazem parte do imaginário visual de jovens do mundo inteiro.

As revistas de skate eram a internet naquela época. Era possível saber o que rolava fora da Bahia e do Brasil. Conheci as manobras que estavam revolucionando a prática do esporte, bandas de rock que jamais escutaria nas rádios baianas, como os Dead Kennedys, Toy Dolls, Alien Sex Fiend, Agente Orange, T.S.O.L. e Suicidal Tendencies, além de bandas nacionais como Replicantes, Inocentes, Cólera, Garotos Podres, Ratos de Porão, e por aí vai. Naquela época, se instalava na Bahia a indústria do axé e Salvador deixava de ser uma cidade Rock’n’Roll, terra de bandas como Camisa de Vênus, Delirium Tremens, Gonoréia, Trêm Fantasma, Dever de Classe, Subterâneos, 14º Andar, entre tantas outras que movimentavam a cena rock soteropolitana.

Skate, Arte e Rock’n’Roll

Curinga 223x300 - Sobre Bactéria Inauguração da loja Curinga em Salvador, 1988.

No final da década de 1980 já era um campeão de skate, já respondia por Bactéria e passei a frequentar lojas de discos e shows de rock. Andava com uma turma do Punk Rock e vivíamos na Curinga e na Not Dead, lojas que movimentavam a cena underground em Salvador naquela época.

Foi desse contato que consegui meu primeiro trabalho como arte-finalista de serigrafia, fazendo estampas para camisetas que eram vendidas nas lojas. Depois acabei abrindo junto com alguns amigos a Uivo, que foi uma loja de discos e, posteriormente a minha saída, uma produtora cultural responsável por eventos de porte, como o Festival Garage Rock, que foi realizado durante mais de uma década em Salvador.

Dessa minha primeira experiência com as artes gráficas através da serigrafia fiz experimentações com grafite e stencil em pequenos formatos, que registrava em orelhões, postes e muros da cidade. No entanto, naquele momento, a necessidade falou mais alto e entendi que para me inserir no campo da arte precisaria de uma formação específica para encarar o sistema. Por isso, decidi adiar meu ingresso no ensino superior e procurei uma colocação no mercado profissional.

Carreira em Propaganda

Foto Aluno Nota 101 300x300 - Sobre Bactéria

Foto para divulgação de programa de bolsas para o ensino superior. 1992.

O caminho natural foi a publicidade. Com o conhecimento que adquiri em serigrafia, tentei estágio em uma agência conceituada do mercado local. O que mais me atraiu o meu interesse na publicidade e propaganda era entender os processos de comunicação e o seu poder de influência sobre a sociedade, as relações da propaganda com a arte, além de me aprofundar meus conhecimentos no campo da produção visual gráfica.

Estagiei durante três meses na Engenhonovo Publicidade no ano de 1990. Logo em seguida fui contratado como assistente de estúdio. Trabalhei durante três anos na agência, passando por diversas funções e departamentos. Posteriormente, passei por algumas das principais agências de publicidade de Salvador, chegando ao cargo de diretor de arte pela Publivendas Publicidade, tendo trabalhos realizados para diversos clientes do mercado baiano como Cofic, Pólo Petroquímico de Camaçari, Shopping Piedade, Construtora André Guimarães, Promédica, Prefeitura Municipal de Salvador e Governo do Estado da Bahia dentre outros, além de ter participado diversas campanhas políticas majoritárias e para cargos legislativos.

Participei da criação de duas empresas no mercado baiano. A primeira foi a Vetorial Produções, ainda em operação, e em seguida a agência XYZ Publicidade, que foi composta por profissionais formados pelo recém criado Curso de Publicidade da Universidade Católica de Salvador e profissionais do mercado baiano.

DiagramaDasAgenciasBaianas

A XYZ no diagrama das agências de propaganda da Bahia – Fonte: Grupo Publicitários Facebook.

O mais valioso no entanto, foi o acesso que tive a grandes profissionais no mercado local e nacional, como Jair Dantas, Gerson Lemos, Jeferson Paiva, Césio Oliveira, Dirceu Matrangolo, Jomar Farias, Fernando Passos, Carlos Sarno, Anaiçara Goes, Chico de Souza, Vilma Palma, Olívia Fausto, Marcos da Hora, Antônio Couto, dentre outros muitos que, cada um a sua maneira, contribuíram para a minha formação profissional. Também tive a oportunidade de conhecer profissionais de diversos segmentos como fotografia, ilustração, cenografia, artes gráficas. Também participei de diversos seminários e workshops que aconteciam naquela época movimentada do mercado baiano, quando diversos profissionais do mercado nacional, das áreas de criação, produção e mídia, circulavam por ali.

Outra oportunidade que tive foi o acesso ao acervo bibliográfico das agências onde trabalhei. Foi no dia-a-dia do trabalho que tive que buscar informações técnicas sobre os processos que ia tendo contato a cada etapa da minha formação. Além disso, tive a possibilidade de conhecer mais a respeito da vida e obra de grandes artistas, de Van Gogh a Warhol, de Aloísio Magalhães a Bruno Munari, para registrar alguns nomes disponíveis nas estantes dos departamentos de criação das agências na época. Em um mercado competitivo como o da publicidade naquele período, a informação é matéria-prima, a essência de um bom profissional.

Por não haver ainda na Bahia um curso superior de propaganda e marketing, os profissionais eram formados nas próprias agências.
Tive a sorte de fazer parte da última geração das pranchetas nas agências da Bahia e a oportunidade de participar da formação de diversos estudantes das primeiras turmas do Curso de Publicidade da Universidade Católica da Bahia, tendo inclusive colaborado em alguns Projetos Experimentais de Conclusão dos primeiros anos do curso.

Da prancheta aos bits

O mercado publicitário baiano no início dos anos de 1990 estava ainda em um estágio pré-digital, e todo processo gráfico era realizado manualmente. As artes eram montadas com past-up, utilizando materiais de desenho técnico e artísticos. Era o tempo das canetas Stabill Layout nas cores Pantone, Ecoline, ampliadores fotográficos, LetraSet, fotocomposição, papel manteiga e muita cola benzina. Era uma prática que exigia anos de dedicação para uma formação completa.

Bactéria or Die

Bactéria or Die.
Pintura digital.
2007

Mas o avanço das plataformas digitais exigiam novas práticas no processo de produção gráfica.
No ano de 1991 foi instalada pela Fotocomp, empresa do grupo baiano Bigraf, a primeira estação Scitex para processamento de arquivos de descrição de página PostScript na Bahia. A partir de então cresceu o interesse das agências de publicidade do mercado em iniciarem a adoção de processos digitais para produção gráfica, a a prancheta foi gradualmente substituída por computadores.

Percebi então que a mudança seria mais rápida do que parecia e tomei a decisão de investir no aprendizado dessas novas ferramentas digitais. Comecei lendo manuais de programas gráficos, pois na época não tinha ainda acesso a um PC. Essas leituras facilitaram a minha compreensão sobre os paradigmas da Interface Gráfica de Usuário e do desktop publish, que é a definição para o conjunto de ferramentas utilizadas em editoração eletrônica. Posteriormente me aprofundei no sistema operacional Mac OS, me tornando especialista em workflow digital e fechamento de arquivos de descrição de página PostScript a partir de softwares como PageMaker, QuarkXPRess e Adobe InDesign.

Em 2001 fui convidado por Inácio Pereira, Diretor Técnico para América Latina da Apple Computer, a assumir a gerencia da assistência técnica da Apple no estado da Bahia. Nesse período, participei da implantação de laboratórios de computação gráfica em diversas faculdades em Salvador. Fui certificado pela Apple Brasil, representante da fabricante dos computadores Macintosh no país, sendo um dos poucos certificados pela indústria no Norte-Nordeste naquele período. Implantei na Faculdade FTC o primeiro Apple Training Center do Nordeste no ano de 2002. Daí em diante, assessorei diversas agências do mercado publicitário nordestino, capacitando profissionais de criação e produção a trabalharem com os sistemas Apple Macintosh, Apple Final Cut Studio, QuarqXPress e Adobe Creative Suite.

Além de prestar assessoria na implantação e otimização de plataformas de DeskTop Puplish e DeskTop Vídeo, desenvolvi paralelamente atividades que envolviam de alguma forma uma produção artística. Continuei a trabalhar como diretor de arte e partir da Certificação Apple em Final Cut Studio, passei a desenvolver projetos como editor de imagens, motion graphics e autoração multimídia.
Em 2005 participei da produção para o documentário intitulado DIS Baixo Sul produzido pela TV Salvador, sobre como as comunidades do sul da Bahia que conseguiram gerar renda e preservar a mata atlântica. Em 2006 este projeto foi o vencedor do 6º Prêmio Ethos de Jornalismo na categoria Mídia Eletrônica Televisão.

Ainda em 2005 me tornei sócio da Quanta Assessoria de comunicação, onde tenho realizado projetos de direção de arte, design gráfico, web design, edição de vídeo, etc. A Quanta tem atuado tanto na área institucional quanto na comercial, prestando serviços que vão da acessoria de imprensa e relações públicas, à publicidade e propaganda, até o planejamento estratégico de marketing.
A Quanta Comunicação tem no seu portfólio trabalhos para o Instituto Social da Bahia – ISBA, Tribunal de Justiça da Bahia, Companhia de Gás da Bahia – Bahiagás, Bahiatursa, IRDEB, dentre outros.

No jogo da Arte

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Negativo da Xilogravura “The Joker II”, 2012

Regressei os estudos em 2010 quando ingressei na primeira turma do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. Meu interesse era adquirir fundamentação para atuar no campo das artes e ampliar as minha área de atuação. Para o campo das artes, trouxe da minha experiência com design gráfico o interesse pelas proporções e desenvolvi estudos sobre a relação do fruidor com a obra de arte na hipermodernidade, sobre as novas aplicações da gravura na contemporaneidade e sobre manifestações artísticas no espaço público.

Desde das civilizações egípcia e grega o homem estuda as relações de proporções harmônicas. Pitágoras e seus seguidores, os pitagóricos, acreditam na existência de uma relação mágica expressa pela divina proporção do retângulo áureo. Platão também utiliza esse conceito na sua teoria do mundo das ideias, que diz que a arte é o simulacro de um simulacro e que a verdade só é possível no mundo das ideias. Neste sentido, desenvolvi o projeto de pesquisa “O inato na percepção visual” para a disciplina Metodologia da Pesquisa em Artes, com orientação do Professor Antonio Carlos Portela, onde analisei trabalhos de artistas populares com o intuito de encontrar estas relações proporcionais, comumente utilizadas por artistas com formação acadêmica.

Na era moderna, com a invenção da fotografia, a obra de arte perde sua áurea por conta da sua reprodutibilidade técnica, como indicou Walter Benjamin, e por isso, deixa de ser necessário um espaço asséptico para a sua instalação. Atualmente vemos cada vez mais a obra de arte permeando o espaço público. Com a evolução da tecnologia, a partir dos anos oitenta, quando se estabelece o período da revolução tecnológica, ocorre uma mudança radical nas técnicas de reprodução da imagem.

Já a relação do fruidor com a obra de arte modifica-se a na modernidade, retirando este de uma atitude meramente contemplativa e dando-lhe um papel de concretização da obra. Em nossa era da hipermodernidade, como foi definida por Gilles Lipovetisk e Sébastien Charles, quando os princípios modernos se radicalizam, a obra de arte somente se realiza através da interferência do fruidor.

Nessa era do hiper, o computador traz uma nova perspectiva para a utilização da tecnologia, já que não é simplesmente um aparelho pré-programado, como argumenta Vílem Flusser a respeito da máquina fotográfica em A Filosofia da Caixa Preta, pois o computador aceita novas programações, dando ao seu “funcionário” uma possibilidade de que ele deixe de ser um mero repetidor de comandos e passe a interferir diretamente no aparelho, criando novas possibilidades de significação para seus recursos.

Desde meu ingresso no Curso de Artes Visuais venho utilizando tanto meios convencionais, como o desenho, a pintura, o relevo e a xilogravura, por exemplo, quanto novos meios como a programação, a eletrônica, a interatividade, a web arte, dentre outros. Desenvolvi alguns projetos com programação em Processing, linguagem de programação voltada para aplicações artísticas, empregando uma poética da espacialização do corpo na esfera digital em trabalhos como o “Desenho Aleatório Colaborativo sem as Mãos” e “Pollock v.1.0″ onde o fruidor cria a sua própria versão da obra de arte, que é serializada, impressa e apagada da memória do computador, tornando-se portanto única, mesmo sendo gerada a partir de um meio tecnológico.

Durante o curso de graduação tive projetos habilitados nos editais do Banco do Nordeste/BNDS 2012 e Setorial de Artes Visuais da Secult/BA 2013. Participei da 11ª Bienal do Recôncavo da Bahia com o trabalho “Desenho Aleatório Colaborativo sem as Mãos”. Juntamente com alguns colegas do curso, redigi o artigo Hélio Oiticica, Propositor de Práticas: Teoria Crítica sobre o Parangolé, Nova Objetividade e Tropicália que foi publicada na Revista Palíndromo, periódico do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.

Em meu Trabalho de Conclusão de Curso A Arte Somos Nós: questões sobre o papel do fruidor na hipermodernidade apresentei o memorial da Exposição A Arte Somos Nós, uma mostra que reúne trabalhos realizados por mim e que convidam o público a participar de sua construção. A intenção foi de mostrar aos participantes que a realização da arte não é algo que dependa de um “dom” ou uma “aptidão” e que todos podem produzir arte, como defendeu o artista alemão Joseph Beuys ao declarar que A Revolução Somos Nós e esta se realiza pela arte. A exposição A Arte Somos Nós foi objeto para o estudo de caso Subjetividade e corporalidade: elementos da arte digital, artigo de Vaneza Melo publicado também na Revista Palíndromo.

Conectado ao Recôncavo

Após minha conclusão de curso em 2014, venho desenvolvendo diversos projetos ligados ao Recôncavo da Bahia. Região de extrema relevância para o país por sua importância histórica e culturalmente. Atualmente a região vive um momento de retomada de seu desenvolvimento com diversas ações sendo desenvolvidas a partir da implantação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB – e da restauração, recuperação e manuntenção do importante patrimônio material e imaterial que a região abriga.

Pela Quanta Comunicação, venho incentivando o registro e desenvolvimento de websites que tragam um aspecto positivo da região nas áreas do turismo, da cultura, das artes e do entretenimento. Desenvolvemos o website da Varal Tour Design, primeira agência de turismo da cidade de Cachoeira, especializada em roteiros no Vale do Paraguaçu. Desenvolvemos também o website da Orquestra Reggae de Cachoeira, importante projeto social desenvolvido pelo maestro Flávio Santos, que contribui na formação musical de adolescentes da região.

Também venho desenvolvendo junto com a Fundação Hansen Bahia – FHB, instituição que mantém o importante acervo do gravurista alemão radicado na Bahia, Karl Hansen Bahia, a implantação do Atelier de Gravuras da FHB, onde serão realizadas oficinas de diversas técnicas de gravuras, dando continuidade ao trabalho do gravurista baiano Evandro Sybine, que vem desenvolvendo estas oficinas em parceria com a fundação Hansen Bahia ao longo da ultima década, concretizando assim o sonho do artista alemão que ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes da cidade de Addis Abeba, na Etiopia, e foi professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, que, ao idealizar a fundação que receberia o seu nome, pensou na união entre o museu e da escola.

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