arte&vida

Irreprodutibilidade

  • Ano 2014
  • Linguagem Performance

O corpo como máquina não programável

A performance Irreprodutibilidade tem como referência os Happinings do Grupo Fluxus nos anos de 1960, onde os artistas, junto com o público, desenvolviam diversas ações simultâneas. Uma dessas ações era o ato de acender uma interminável sequência de palitos de fósforo. Em “Irreprodutibilidade”, eu proponho uma nova maneira de acender um fósforo, a partir de um gesto malabárico utilizando apenas uma mão. Durante a performance vou acendendo um-a-um, todos os palitos da caixa. Quando essa acaba, pego outra numa pilha de caixas ao meu lado e continuo riscando os fósforos. Os palitos riscados e as caixas vazias são jogados ao chão. A performance dura por volta de 40 min e antes de me retirar, fixo um display ao lado da pilha de caixas com as instruções de como ascender o fósforo.

Uma das principais expressões da arte conceitual, o movimento Fluxus, com George Maciumas como um dos seus idealizadores, organizou entre os anos de 1961 e 1963 uma série de festivais que foram chamados de Festum Fluxorum, onde os diversos artistas ligados ao movimento apresentavam as suas obras que contestavam a distinção de arte e não-arte. Para o pesquisador Jon Hendricks “o Manifesto Fluxus, de 63, deixa bem claro: o movimento tratou a arte mais como uma idéia, um processo, uma conexão político-social, uma urgência de mudanças sociais na sociedade capitalista. Trabalhou a ideia de coletivismo. Para eles, “concreto” queria dizer “realidade”, e não arte concreta”.

 

 

 

 

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