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A gravura “O Poeta” foi produzida na técnica de linoleografia, impressa em uma cor (Preto) com mancha gráfica de 9,4 × 15 cm em papel Canson de 180g no formato 21 × 14,85 cm (A5).

Nascido na Fazenda Cabaceiras, próximo a Curralinho, atual Castro Alves, no estado da Bahia, Antônio Frederico de Castro Alves ficou conhecido como “Poeta dos Escravos” pela sua intensa defesa dos ideais abolicionistas.

Cedo se tornou figura requisita nas seções públicas da Faculdade de Direito do Recife, onde tinha sido reprovado na prova de admissão, nas sociedades estudantis, em teatros e saraus. Aplaudido e ovacionado onde quer que assumisse a palavra, encarava as plateias e conquistava as mulheres, as quais nutriu paixões relatadas em parte de sua produção literária.

Manteve contato com grandes intelectuais do seu tempo, como Rui Barbosa, José Alencar, Machado de Assis, dentre outros, se consagrando como um dos grandes escritores do país aos 21 anos de idade.

Infelizmente, não apenas a consagração lhe foi prematura, o infortúnio também não tardou a o cercar. Primeiro, fere o pé esquerdo com um tiro ao atravessar um corrego durante uma caçada na Várzea do Bras, em São Paulo, o que resultou na amputação do seu pé, o casião em que proferiu a sentença

“Corte-o, corte-o doutor… ficarei com menos matéria que o resto da humanidade”

Depois, foi acometido pela tuberculose, terrível doença que ceifou milhares de vidas naquele período. Morreu às três e meia da tarde, no solar da família no Sodré, Salvador, Bahia, em 6 de julho de 1871.

Por tudo isso, e vendo a sua imagem, fica a pergunta: Seria Castro Alves Sanpaku?