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A Arte Somos Nós

“Somos os propositores, somos o molde:
a vocês cabe o sopro, no interior desse molde:
o sentido de nossa existência.
Recusamos o artista que pretenda emitir através
de seu objeto uma comunicação integral de sua mensagem,
sem a participação do espectador.”
Lygia Clark

Uma Exposição em processo
aberto e expandido

A exposição A Arte Somos Nós é o resultado de uma análise sobre os papeis do autor e do observador, sobre irreprodutibilidade artística e a reprodutibilidade técnica. Com a exposição, procurei questionar a lógica atual que conduz o mercado das artes, onde o sistema trata a cultura como produto meramente turístico. A exposição Arte Somos Nós faz um convite ao observador a sair do estado de contemplação passiva, assumindo uma posição política em relação ao campo artístico. Essa proposição é uma tentativa de por a prova a hipótese elaborada por Joseph Beuys que afirmou que “todos são artistas”.

Palavras-chave: Co-Autoria — Hipermodernidade — Irreprodutibilidade Técnica

 

 

A Exposição A Arte Somos Nós

A exposição individual “A Arte Somos Nós” busca resgatar o fruidor/observador de uma lógica onde o consumo cultural tem mais a ver com um consumo turístico. Este projeto é composto de trabalhos artísticos desenvolvidos pelo autor, como trabalhos acadêmicos durante a sua graduação no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Ao trabalhar com diversas linguagens, que se estendem desde o desenho e a gravura até a performances e arte-programação, o artista propôs a interferência do público para a realização da obra, tornando este co-autor e assim, resgatar também a aura da obra de arte, evocando a irreprodutibilidade técnica ao tratar cada ação realizada em série como única.

Essa multiplicidade de linguagens forma um conjunto onde a aproximação ocorre pela participação do público (Quadro 01). Outro aspecto de aproximação está na serialização de cópias únicas. Os trabalhos estão reunidos em categorias de linguagens que reúnem trabalhos em desenho e pintura, escultura, videoarte e performance, intervenção urbana, gravura, instalação e arte-programação.
Serão convidados para a curadoria da exposição “A arte somos nós” os professores do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Antonio Carlos Portela e Dilson Midlej. Serão apresentados para a curadoria diversos trabalhos já produzidos ou em fase de projeto para a montagem da exposição.

Será também desenvolvida junto a uma comunidade do Recôncavo da Bahia, uma oficina de arte colaborativa com o objetivo de desenvolver um trabalho coletivo com a utilização do aplicativo DesenhoAoVivo. O produto final dessa oficina será submetida a curadoria e poderá ser comercializada e o valor será revertido para a comunidade.

 

 

 

Os Trabalhos

Desenho Aleatório Colaborativo sem as Mãos

Essa obra se baseia em um antigo brinquedo de Parque de Diversão em quê uma folha de papel é presa em uma base giratória onde as pessoas despejam tinta, que se espalhava pela força centrífuga, formando uma pintura aleatória. Na atualidade, o artista britânico Damian Hirst utiliza técnica semelhante em seus “spin paintings”, realizados sobre una superfície giratória, além de utilizar aleatoriedade em seus “spot paintings”, círculos coloridos aleatoriamente.
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Pollock v.1.0

O aplicativo Pollock v.1.0 é um programa feito com a linguagem Processing que procura simular o trabalho do pintor norte-americano, representante do expressionismo abstrato, Jackson Pollock. O programa utiliza as bibliotecas OpenCV para a detecção de faces através da câmera do computador, que é utilizada para posicionar o ponto onde a pintura será aplicada, e a biblioteca Minin para captar o som emitido pelo usuário, que é utilizada para espalhar a tinta na tela.
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Repong

Game criado em linguagem de programação Processing. É uma releitura do clássico vídeo game Pong, que consiste em duas raquetes, representadas por uma barra, que rebatem uma bola que percorre todo o vídeo. O jogo é ressignificado de forma que o percurso da bola, traça uma linha que varia aleatoriamente de cor. Seguindo os outros programas de desenho apresentados, cada game corresponde a uma imagem serializada, impressa apenas uma vez e apagada definitivamente da memória do computador.
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O impacto do contato

Animação realizada em grupo com os discentes do curso de artes visuais da Univesidade Federal do Recôncavo da Bahia, Daniel Silva, Diogo Navaro e Regiane Coelho, na técnica de rotoscopia, com o personagem cachoeirano Jorge Chuin, que recita a sua poesia O impacto do contato. Por ser um trabalho coletivo, a animação alterna os estilo de cada um dos participantes, que interpretam de forma diversa o personagem registrado em vídeo.
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Haircut Performance

Todos temos várias identidades. Somos a imagem que fazemos de nós mesmos, mas os outros têm uma imagem de nós que pode divergir daquela que criamos. A aparência por si mesma é uma qualidade efêmera, pois estamos em constante transformação no decorrer do tempo. A HairCut Performance explora a ambiguidade entre o eu e o outro, num reflexo perceptível da desconstrução.
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Máquina de Pintura aleatória

A Máquina de Pintura Aleatória é um antigo brinquedo de parque de diversão e feiras temáticas e consiste em uma base para fixação de uma folha de papel que ao ser acionada faz com que a base gire em alta velocidade. O público então interfere despejando tintas de diferentes cores com bisnagas. Com a força centrifuga a tinta imediatamente se espalha pela folha gerando uma pintura aleatória. O artista inglês, Damien Hirst utiliza técnica samelhante em sua série de pinturas aleatórias intitulada de “Spin Paintings”, onde a pintura é realizada sobre uma superfície giratória.
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Música Visual

Programa realizado em linguagem de programação Processing, que traduz o gesto de desenho em gesto musical. Seguindo o princípio do faça-você-mesmo, e ao mesmo tempo, a escola de Walter Smetak, esse programa utiliza uma interface voltada para a produção de imagens e um instrumento de produção de sons. O programa utiliza as biblioteca Minin, para a sintetização sonora, e a biblioteca Generativedesign, para a comunicação com a mesa digitalizadora. O programa oferece a possibilidade de cada um crie o seu próprio instrumento musical através do desenho na tela do computador.
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DesenhoAoVivo

O programa DesenhoAoVivo busca o desenvolvimento de uma técnica que dialogue com aspectos diversos da produção da gravura. O múltiplo e o singular, o reprodutível e o irreprodutível, o autor e o público, tempo e espaço se confundem na realização de cada obra a partir da captura de imagens realizadas no próprio local e momento da sua produção em uma interferência ao vivo na realidade.
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A Chamada

A instalação interativa A Chamada, criada em conjunto com os discentes do curso de artes visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Aline Brune, Estevan Martinez, Lilian Ventura e Nerize Portela, consiste no aproveitamento de um orelhão defeituoso e já retirado de uso, o qual será desmontado e adaptado para a instalação.
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ME (Movimento estudantil)

Quadro de vidro emoldurado com o crachá do I Congresso Estudantil da Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB), juntamente com o estatuto apresentado para homologação durante o congresso. É um registro da participação do discente Zimaldo Melo no processo de construção coletiva do movimento estudantil da UFRB.
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